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terça-feira, 2 de abril de 2019

Vai trabalhar vagabundo!




Não quero ir! Quero estudar, animei! Foi assim que falei para meu pai com a motivação de um estudante exemplar que nunca tirou uma nota abaixo de 9 em uma prova de física avançada.


O ano era 2002, lá estava eu nos auge dos meus 53 quilos bem distribuídos na milimétrica proporção da famosa bandeira de pirata – isso mesmo – só pano e osso.


O cabelo era grande e atrapalhado, na orelha 3 brincos do lado esquerdo 1 do lado direito acompanhado de um piercing na língua (isso mesmo infelizmente). 


A camisa tinha como estampa a face do Mano Brown, as calças 4 números maiores e caídas deixando aparecer uma suja cueca. O tênis do tamanho de um pão francês gigante, cheio de cola quente derretida.


O esporte que não saia da cabeça era o Skate. Vivia ele, respirava, sonhava, colecionava revistas e fitas cassete com manobras gringas e a porta do quarto era cheia de adesivos.


Acordava pela manhã tinha a obrigação de ir à escola, fingir que estudava, falar sobre skate e tentar beijar alguma gatinha do colégio. 


Voltando ao primeiro parágrafo, depois dessa breve introdução irei explicar as palavras que saíram da minha boca e o que motivaram.


Meu pai, grande pai. Trabalhava igual um louco e observou que eu estava crescendo meio frouxo, na verdade eu o ajudava, porém ele me remunerava para estimular, no entanto, realmente hoje admito que o que eu trabalhava era pouco, ou quase nada.





Dessa forma ele conseguiu comprar um lote e iniciou a construção de duas moradias de aluguel. E me vendo no ócio, acabei sendo convocado para participar da obra, desde a fundação.


Foi no segundo dia que as palavras acima saíram da minha boca, e realmente procurei um jeito de não trabalhar naquele local. Eu tinha carregado tijolos, pedras, areia, furado buraco e tudo isso em dois dias. Detalhe que a obra não tinha evoluído nem 0,00001% para o meu desespero.


Foi então que no mesmo dia à noite fui a casa de um amigo que trabalhava em uma empresa que contratava menores aprendizes e dava o treinamente. Sem titubear falei que não poderia ir para a obra no terceiro dia, pois iria me inscrever no programa juvenil.


O serviço como menor era bem melhor, basicamente escritório e eu era fera em informática, já tinha feito curso básico de Windows e Pacote Office o que era luxo naquela época.


Para minha sorte no dia que fiz inscrição fui super bem na entrevista, acredito que pela facilidade em me expressar e vontade de não fazer trabalhos braçais. No dia seguinte fui chamado para fazer um treinamento de 2 meses em meio horário, depois da escola.


Após concluir esse treino fui encaminhado a uma empresa para fazer entrevista e também deixei 2 concorrentes para traz no auges dos meus 15 anos e 11 meses. Assim que completei 16 anos assinaram minha carteira e trabalhei em uma multinacional até completar 18 anos, pois o desligamento era obrigatório para maiores de idade.


Depois disso fui efetivado, mas é assunto para outra história.


O fato é que me peguei pensando nisso hoje ao chegar do trabalho. Como sou feliz na vida que levo e as vezes me pego reclamando. Meu pai foi fundamental para minha formação sem ter muito conhecimento, até por que sei que ele mandou eu pegar no pesado não para eu escolher algo melhor e sim porque eu estava atoa mesmo. Ele veio da roça então tem dois lemas ou trabalha ou trabalha.


Até quando pedi desligamento da multinacional, quando era funcionário de chão de fábrica, para ser contratado como técnico ele ficou triste, pois fui para escritório, veja bem kkkkk.

 
É isso ai pessoal, lembrei também da minha adolescência dos meus CD’s de RAP, RZO, SABOTAGEM, GOG, FACES DA MORTE, FACÇÃO CENTRAL, etc. Como nossa mente muda, por isso não podemos julgar demais os mais jovens. Temos sim que ser vigilante, mas tolerantes também.


Fiquem na Paz de Deus.


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Indicação de compra feita por leitores (Ficar mais rico)





Passando para agradecer aos amigos que me ajudaram indicando livros e dispositivos para leitura. Post Aqui com várias dicas de livros


Depois de muito pesquisar cheguei à conclusão que um leitor de livros digitais seria a melhor opção para mim. Gosto muito de ler e sempre gasto algum dinheiro mensalmente com a aquisição de algum livro. Mesmo que uns R$10,00, mas no final do ano já é uma quantia razoável. 


Pensando nisso decidi comprar um KINDLE da Amazon. Ele parece muito com o livro de verdade é leve e bem fino. Fui à loja experimentar e gostei do que vi. O melhor ainda ele não descarrega a bateria fácil, um amigo informou que já durou até 2 meses. E sem contar que posso baixar os livros pela internet.


Com ele poderei ter acesso a milhares de livros que seriam de difícil aquisição principalmente pelo valor que seria gasto. Dessa forma irei economizar para ter acesso a obra dos maiores investidos e criadores de paradigmas que já existiram.


O único problema que percebi é que ele não abrange todos os tipos de arquivos disponíveis e o mais famoso “epub”, porém existem vários programas que convertem esses arquivos para um modo compatível do Kindle.


Agora vamos ao modelo e preço. Como sou econômico optei pelo mais barato. Porém não quer dizer que é ruim e realmente atendeu a minha expectativa, já que ele é da 8 geração.


Achei o preço mais em conta na loja virtual (nem sabia que existia) C&A pela bagatela de R$208,01, tendo em vista que na própria loja da Amazon está por R$299,00. O segundo melhor preço foi no Ricardo Eletro através do busca pé e sai em torno de R$243,00. Vou deixar a foto e especificações.









Obrigado a todos.