sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Perdi R$ 10.000,00



Olá nobres amigos. Pois é, o título é esse mesmo. E aposto que agora todos estão pensando a cagada que eu fiz para perder tanto dinheiro assim. Será que o Lawyer realizou trades e dilapidou 50% do patrimônio, a exemplo do nosso amigo “Doutor Muquirana” que perdeu todo dinheiro na bolsa? Ou talvez ele saiu com garotas de programa, alugou uma limusine, fechou uma casa de luxo em uma praia e fez uma super orgia? 


Nada disso meus amigos. Antes fossem algumas das opções acima, pois assim eu teria ao menos tido a experiência do trade ou os prazeres das mocinhas. O que aconteceu comigo foi bem pior, pois caí em um “GOLPE”.


Isso mesmo meus caros. Nosso funça, adevogado caiu em um conto do vigário. Mas não foi agora, isso já tem 9 anos.


Foi em 2007 que entrei para a faculdade de Direito. Era novo na época e tinha conseguido juntar uma boa grana para minha idade. Consegui angariar na poupança a bagatela de R$7.000,00, o que não era nada mal para um recém aprovado em vestibular. Além disso, eu já possuía uma motocicleta e o dinheiro que estava juntando era para comprar um automóvel.


Na época cheguei a olhar vários modelos de veículos, entre eles um Escort Europeu novinho e um Peugeot 206. Fui tirado de cabeça pelo meu pai e alguns conhecidos, pois esses carros, segundo eles, eram uma bomba relógio e pouquíssimo comercial. Sendo assim decidi juntar um pouco mais de dinheiro até poder comprar outro veículo como Palio ou um Gol.




Durante esse intervalo de tempo, conversei com um amigo que informou que tinha muita gente ganhando dinheiro com uma empresa que trabalhava com locação de máquinas pesadas. Acontecia o seguinte, você emprestava a empresa o montante de R$10.000,00 e ela te daria de retorno 4% ao mês. O que representava R$400,00 livrinhos. A mensalidade da minha faculdade era R$360,00. Então vislumbrei a possibilidade de fazer um curso inteiro por R$10.000,00 e no final ainda resgatar esse valor. Fiquei super feliz, kkkkk. (coitado de mim)





Não tinha conhecimento de aplicação, tão pouco existia naqueles tempos a galera da blogosfera. Mesmo assim procurei saber um pouco mais sobre aquela operação. Assim conversando com um tio eu descobri que ele tinha R$50.000,00 investido naquela empresa e que ele já estava há 15 meses e recebendo tudo certinho. Falou que o negócio era quente. Descobri que a moça que cortava meu cabelo também tinha R$30.000,00 investidos e que recebia já há 3 meses (dinheiro de uma van que o marido trabalhava, preferiu ficar vivendo do juro). Então meu pai animou entrar no negócio investindo R$10.000,00 o amigo dele também. 


Quando completou um mês, meu pai e o amigo retiraram os R$400,00 livres e ficaram muito contentes. Foi então que senti firmeza e ele me emprestou R$3.000,00 para completar os R$10.000,00 e investir. Assim foi feito.


Porém não tive tanta sorte, pois 4 dias depois que meu cheque foi descontado a empresa fechou e todos que trabalhavam nela fugiram do mapa. A cidade inteiro entrou em colapso, pois muita gente tinha vendido lotes, apartamentos e até casa própria para investir nesse negócio e viver do rendimento. Lembro de vários idosos que dependiam de medicamentos caros e com o dissabor do golpe definharam ainda mais. 





Tive esperança de receber alguma coisa durante 2 anos, porém com o tempo desisti. Acionamos a empresa judicialmente, no entanto não há patrimônio para execução e se tivesse, segundo a ordem de preferência seria dos funcionários.


Esse prejuízo me ensinou e muito. NÃO HÁ ALMOÇO GRÁTIS. Depois disso fiquei muito criterioso com tudo a minha volta. E hoje vejo como aprendizado. Procurei evoluir e conhecer mais sobre investimento. Imagino que se não tivesse caído no golpe eu não teria estudado e poderia ser uma das pessoas que venderiam o próprio imóvel  para investir em um estelionatário.

  

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Série – Os veículos que já tive e seus custos – Parte 1-3



Série – Os veículos que já tive e seus custos – Parte 1-3

E ai pessoal, bom ou não? Então vou descrever os veículos que eu já possui e seus respectivos gastos. Esse tipo de postagem é interessante no meu ponto de vista, pois demonstra que qualquer pessoa que queira alcançar a I.F pode e deve desfrutar de algumas regalias ao longo da caminhada. Claro que não estamos falando de luxo, tão pouco de lixo, porém necessário se faz viver com o mínimo de dignidade (dentro da perspectiva de cada um). 


Por ter crescido em bairro de periferia todas as crianças são bombardeadas com informações um tanto quanto distorcidas no que tange ao popular ditado “se dar bem na vida”. Comigo não podia ser diferente. No local em que nasci não era comum as pessoas possuírem automóveis e mesmo os pais de família sequer possuíam carteira de habilitação. As casas não eram projetadas para terem garagem e o único meio de transporte acessível era o ônibus.Dessa maneira a pessoa que teria se destacado na vida era a que conseguiu adquirir um automóvel.


Recordo de observar os garotos do colégio e uns poucos da rua em que os pais possuíam carros. Eram os caras descolados e em algumas vezes eles chegavam de carona na porta da escola. Vou lhe falar era uma tiração total com quem não tinha nada. Demorou muito até as coisas melhorem lá em casa e conseguirmos desfrutar desse bem essencial. Eu já tinha 10 anos de idade na época e fiquei todo empolgado com a aquisição realizado pelo meu pai de um possante Passat 87.


Dito isto, quando completei a maioridade me cadastrei a um centro de formação de condutores e corri atrás do meu sonho de locomoção. Fiz todas as aulas e tirei a habilitação categoria “B” de primeira. Porém não tive condições de comprar um carro e meu pai não me deixava pegar o dele. Sendo assim voltei às aulas e também de primeira adicionei a categoria “A”.


Nesse momento peguei umas reservas que possuía e dei entrada em uma motocicleta. Financiei direto com o dono da agência. A moto era usada, porém bastante conservada. Lembro de ter dividido de 4 vezes, sendo a primeira de entrada e as 3 restantes no cheque e o dono segurou o recibo com medo de eu dar o calote rsrs. Bom que não paguei juro.


A motoca foi uma Honda Strada 200cc, 98. Com ela conheci o mundo e a liberdade de ser um homem. Podia exercer meu direito constitucional de ir e vir. Fui para cidades que não conhecia cachoeiras, parques e todo o mundo de opções de passeios frugais que só estão disponíveis para quem tem veículo, pois são inacessíveis quando se trata de transporte público.



Como tinha 19 anos na época comecei a pegar as mocinhas mais novas que antes eram tomadas pelos mesmos caras que apareciam na porta da escola de carro e moto. A média de idade que andava na minha garupa eram as de 16 anos e elas se sentiam demais por estar se locomovendo em um veículo que não era dos pais.


Abaixo vou colocar as motos que já tive ao logo desses anos:






Tudo que tenho hoje e o que provavelmente vou conseguir, logicamente devem a Deus e em relação de logística as motos que tive. Seria inviável economicamente eu realizar meus cursos se não fosse pela motocicleta. Os locais em que precisei estudar sempre ficaram longe do meu bairro periférico, sem contar o preço das passagens que pra mim na época eram impraticáveis. Só para se ter uma ideia o preço de um bilhete de transporte equivalia a 2 dias de ida e volta de moto. Como eu tinha pouca grana, o deslocamento teria que ser feito em duas rodas.


Hoje trabalho há 11 km da minha residência. Vou e volto na maior parte do mês de moto, só uso o carro para chuva ou eventuais saídas depois do expediente, mas é coisa rara.


De moto eu levo 10 minutos para realizar o percurso e gasto durante todo o mês R$40,00 reais de combustível. De carro gasto 25 minutos e gasto R$230,00 por mês.


A manutenção da moto é praticamente zero. Troco o óleo de motor a cada 3.000 km (manual manda 4.000) a R$13,00, a relação dura fácil uns 18 meses e custa R$130,00. Pneu traseiro dura uns 15 meses e custa R$80,00 e o dianteiro o dobro do tempo por R$65,00. Documentos da minha motoca esse ano tudo ficou em R$337,00.


Já o carro para quem roda no dia a dia tem o custo muito elevado, no entanto, não é o meu caso já que só rodo no fim de semana. Mas os carros serão assunto para a parte 2 do post.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Passei de devedor a credor. Como aumento meus rendimentos.



Ao longo das quase três décadas da minha existência lembro-me de já ter recorrido 4 ou 5 vezes a empréstimos via instituição financeira oficial (banco do Brasil). Por ser servidor público as facilidades são inúmeras, sem contar com a praticidade do consignado com taxas bem mais baixas do que para um correntista comum.


O primeiro empréstimos que contratei foi para a aquisição do meu primeiro veículo. Como era novo e a independência do carro me saltava aos olhos optei por tomar um empréstimo ao invés de financiar. Primeiro por que o veículo não estaria alienado e se eu quisesse vendê-lo, se a coisa apertasse, estava tranquilo. Segundo como dito acima os juros eram bem menores do que a financeira. Na época a financeira cotada era a BV que praticou 2,3% ao mês contra o BB que cobrou 1,5% ao mês no consignado.


Importante observar que já tinha pelo menos 50% do valor do veículo e a parte restante seria amortizado antes do tempo convencionado. E assim foi feito. O prazo de 36 meses foi quitado em 12.


Os outros dois empréstimos seguidos também foram para troca ou compra de veículo e da mesma forma amortizei. Todos esses bens que adquiri com os recursos do banco eu já vislumbrava uma vantagem para compensar a contratação dos juros. Os dois primeiros veículos os donos estavam passando por valores bem abaixo da tabela e eu já conhecia os carros de longa data. O terceiro foi adquirido em um leilão por 30% da tabela e depois de usá-lo por dois anos troquei por outro passando no preço da tabela.


O último empréstimo tomei para terminar minha casa e isso já foi explicado nos outros posts. De todos foi o que mais compensou.


Após analisar essas particularidades acredito que todo o juro pago para a aquisição desses bens em certo tempo compensou. Não tive lucro nas negociações, exceto pelo imóvel, mas pelo menos não perdi nada. Fiquei curtindo os veículos e consegui repassá-los muito bem.


Agora estou em uma nova fase. Não sei até onde irei, porém até o presente momento está dando certo. Eu empresto dinheiro. Isso mesmo. Nada recomendado pelo que consta ao pessoal dos blogueiros. No entanto, estou emprestando valores entre R$1.000,00 e R$2.000,00 e sempre tive 100% de pagamento. Eu analiso bem o perfil de quem pede. E retiro uma parte da minha carteira de emergência e gerencio o risco. É como renda variável, só que acredito que controlo bem mais a chance de possível perda. As taxas que pratico não vou divulgar para não ser apedrejado. Até por que se ultrapassar os 1% ao mês não sendo instituição financeira, você cai na famigerada lei da usura.




Mas posso revelar que nenhum investimento que fiz tem dado mais retorno que esse. Como disse o que deixo rolar nada tem haver com meu aporte oficial R$2.000,00, e tem meses que irão observar que meu aporte oficial ultrapassou bem mais que esses 2k. Algumas vezes será por vendas de bugigangas outras pelos pagamentos dos juros dos empréstimos e outras pela quitação do principal. Só que o principal normalmente eu deixo na emergência para poder girar mais o capital e angariar pessoas honestas que precisam de apoio financeiro.


Como garantia eu peço para o devedor assinar notas promissórias, já que é um título executivo extrajudicial que não precisa de preliminar para provar o valor devido ao credor. Grosso modo quer dizer que você não tem que explicar ao juiz o porquê daquela divida. Você só pede para ele executar, ou seja, tirar os bens do devedor na marra para ele pagar. Todos meus devedores possuem veículo automotor em seu nome. E sei disso por que peço sempre o documento para comprovar.


Portanto, essa é uma forma de aumentar a carteira com risco moderado. Até hoje não tive dessabores e me cerco apenas de pessoas que sei que tenho uma chance real de recebimento. Caso chegue um desconhecido ou indicado por alguém que não confie, não empresto de maneira nenhuma.



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Os custos mensais do Laywer Investidor





Meu paradeiro é um pouco itinerante, pois dependendo da semana e do meu espírito (cansaço) eu revezo os locais em que fico. Tenho casa própria, no entanto, não fica na cidade em que trabalho, pois onde moro os imóveis são bens inatingíveis para o ser humano comum jovem e trabalhador brasileiro. O crescimento dos preços que se deu com a especulação no início dos anos 2005 a 2007 tornou impraticável a aquisição de qualquer bem dessa natureza para um trabalhador como eu, na época no auge dos seus 18 anos. Até por que o salário não acompanhava o crescimento e a grande oferta de financiamento e incentivo do governo elevou esse ativo as alturas.
 

Dessa forma, quando conquistei um pouco a mais de dinheiro – nada considerável - tive que procurar alternativas para comprar algo que pudesse pagar à vista. Optei por essa forma de pagamento para não ficar amarrado durante anos a fio em uma conta eterna de juros compostos onde apenas quem ganha é Governo e banqueiro.


Foi então que conheci uma cidade há uns 40 km da minha em que por não ser próximo aos centros comerciais possuía imóveis com um valor em média de 15% da região onde fui criado e vivo com meus pais. A aquisição foi de um terreno em que paguei uma mixaria. O bairro é muito bom (um dos melhores da cidade). E valorizou muito chegando ao ponto de ter aberto um supermercado muito famoso que gerou diversos empregos na região e conseqüentemente elevou os preços dos imóveis.


Depois que comprei combinei com um amigo que é pedreiro e planejei a casa que queria. Fui construindo aos poucos por etapa para não ficar com dívidas. Porém faltava uma boa parte da obra para terminar e o pedreiro teve propostas de serviços melhores, mais rentáveis e longos. Para não perdê-lo peguei um empréstimo no banco e terminei tudo. Já postei sobre o empréstimo e quanto tempo eu levei para quitar. Acredito que foi uma forma muito boa para valorizar um ativo que eu tinha, mesmo pagando os juros para o banco. A valorização bateu de longe o custo da operação. Aqui está o link onde relatei essa parte: http://lawyerinvestidor.blogspot.com.br/2016/12/conclusao-historica-do-ano-financeiro.html


Como informei acima tem dias da semana que passo na minha casa e outros que fico na casa dos meus pais. Só pelo motivo de ser mais perto do serviço e às vezes estou sem saco e outras até economizo um dinheiro da gasolina. Quando tenho uma semana mais tranqüila eu sempre fico na minha casa, pois tenho uns esquemas naquela cidade e sempre chamo alguma para o abate. Agora que estou fazendo curso, por exemplo, é impossível eu ficar na minha casa, pois já chego muito tarde e dirigir mais 40 km seria desnecessário já que tenho opção de ficar de boa.


Meus custos na minha casa são bastante módicos e fáceis de serem cobertos por uma renda passiva. Pelos meus planos eles serão totalmente sanados daqui a 2,5 anos. Com a graça de Deus. Na casa dos meus pais eu também ajudo, já que passo alguns dias lá. Além do mais minha mãe lava e passa minhas roupas então nada mais justo.


Gastos da casa:






O que ajudo na casa dos meus pais




Portanto o total mensal dessa brincadeira e de R$1.355,00. O que não é nada demais no meu ponto de vista. Claro que ai não inclui cerveja, carne do churrasco no fds, saída com as perversas. Nem gastos extraordinários (pra isso tenho o aporte de emergências, onde coloco mensalmente um valor para não fugir do aporte principal que é o objetivo da I.F).


Dessa forma consigo fazer muita coisa que curto, apesar do salário ser baixo para minha formação, porém alto pela média nacional. O valor mínimo que eu teria que ter para o passivo alcançar meus gastos fixos, levando em consideração uma rentabilidade super conservadora em uma taxa mensal de 0,90% é de R$150.000,00 que totalizaria R$1.350,00. Mas com a diversificação da carteira de investimentos ao longo do tempo acredito que consigo atingir uma média mensal de pelo menos 1% ao longo do tempo.



É isso meus caros. Tudo de bom para vocês!!!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Como ficar RICO na bolsa, segundo um amigo.



Tive uma conversa com um amigo há uns dias atrás sobre investimentos como renda fixa, variável, etc. Nós iniciamos essa conversa por curiosidade dele. Ele não tem o hábito de acumular patrimônio, porém viu uma matéria interessante no site da UOL e teve uma surpresa ao ler a reportagem que se referia ao crescimento de algumas empresas no mercado financeiro de ações. E não por acaso ele somente viu a parte boa, como sempre.




Nessa matéria são elencadas as 10 empresas que mais obtiveram crescimento na bolsa de valores entre 31 de dezembro de 2015 e 29 de dezembro de 2016. O crescimento mais expressivo foi o papel da Magazine Luiza, sendo seguido pelos outros 9 ``super papeis``.


Irei indicar o link da matéira ao final do post, mas por hora observem o crescimento dessas empresas durante todo o período de 2016. 


1.            Magazine Luiza (MGLU3): alta de 501,53% no ano (de R$ 17,65 para R$ 106,17)
2.            Eletrobras (ELET3): 296,01% (de R$ 5,76 para R$ 22,81)
3.            Sanepar (SAPR4): 267,65% (de R$ 2,92 para R$ 10,75)
4.            Via Varejo (VVAR11): 229,15% (de R$ 3,27 para R$ 10,75).
5.            Bradespar (BRAP4): 199,92% (de R$ 4,95 para R$ 14,85)
6.            Metalúrgica Gerdau (GOAU4): 192,05% (de R$ 1,64 para R$ 4,80)
7.            CSN (CSNA3): 171,25% (de R$ 4 para R$ 10,85)
8.            Usiminas (USIM5): 169,03% (de R$ 1,52 para R$ 4,10)
9.            Eletrobras (ELET6): 147,99% (de R$ 10,44 para R$ 25,89)
10.         Ser Educacional (SEER3): 146,87% (de R$ 7,56 para R$ 18,67)


Durante a conversa ele me informou que conheceu um site que realizava o cálculo e rentabilidade de ações. Quando ele abriu a tela do sítio percebi que se tratava do famoso http://www.clubedopairico.com.br, que por sinal é um ótimo local para estudos.



Dessa forma meu amigo como um ar de que fosse o gênio das finanças foi reproduzindo a rentabilidade do período apresentado e simulou ter investido no dia 31 de dezembro de 2015 apenas R$1.000,00 em cada empresa. E ao final ele chegou em números extraordinários como em um passe de mágica.


Tentei conversa com ele e abrir os olhos no sentido de explicar que não há qualquer mágica na bolsa de valores e muito menos oportunidades escancaradas com ganhos fenomenais. E o que ele realmente fez foi operar no passado. Ao longo da conversa eu o informei que não é tão simples vocês escolher 10 empresas e montar uma carteira 100% vencedora. Ninguém consegue isso e como a matéria demonstrou foi as top 10 de 2015. E acertar isso naquela época é quase igual a ganhar na loteria.


A conversa foi tomando proporções inexplicáveis e durante um tempo fui meio que tachado como ingênuo, para não dizer burro. Ele tentava provar de todas as maneiras que os números não mentem. E eu concordava que realmente não mentiam e se ele em 31 de dezembro de 2015 tivesse aplicado valores nas empresas listados, provavelmente estaria muito melhor que hoje.


Agora vou repassar os valores que ele calculou por alguns minutos na minha frente e após cada clique que gerava a rentabilidade final os olhos dele brilhavam e me pareceu que eu estava em frente ao garoto citado no livro do “Pai rico pai pobre”, quando os moleques para ganhar dinheiro decidiram cunhar moedas tendo por base tubos de creme dental usado.


Lembrando que como o gênio informou ele aplicaria (kkkkkk) R$1.000,00 em cada empresa, totalizando apenas um total de R$10.000,00 e no final estaria muito bem de vida.


Magazine Luiza (MGLU3): alta de 501,53% no ano (de R$ 17,65 para R$ 106,17)
Compra de 56 papeis a R$17,65 e venda dos mesmos a R$106,00 = R$4.930,00

Eletrobras (ELET3): 296,01% (de R$ 5,76 para R$ 22,81)
Compra de 173 papeis a R$5,76 e venda dos mesmos a R$22,81 = R$2.932,94

Sanepar (SAPR4): 267,65% (de R$ 2,92 para R$ 10,75)
Compra de 342 papeis a R$2,92 e venda dos mesmos a R$10,75 = R$2.661,25

Via Varejo (VVAR11): 229,15% (de R$ 3,27 para R$ 10,75).
Compra de 305 papeis a R$3,27 e venda dos mesmos a R$10,75 = R$2.264,92

Bradespar (BRAP4): 199,92% (de R$ 4,95 para R$ 14,85)
Compra de 202 papeis a R$4,95 e venda dos mesmos a R$14,85 = R$1.983,42

Metalúrgica Gerdau (GOAU4): 192,05% (de R$ 1,64 para R$ 4,80)
Compra de 609 papeis a R$1,64 e venda dos mesmos a R$4,80 = R$1.908,09

CSN (CSNA3): 171,25% (de R$ 4 para R$ 10,85)
Compra de 250 papeis a R$4 e venda dos mesmos a R$10,85 = R$ 1.696,22

Usiminas (USIM5): 169,03% (de R$ 1,52 para R$ 4,10)
 Compra de 657 papeis a R$1,52 e venda dos mesmos a R$4,10 = R$ 1.678,79

Eletrobras (ELET6): 147,99% (de R$ 10,44 para R$ 25,89)
Compra de 95 papeis a R$10,44 e venda dos mesmos a R$25,89 = R$ 1.451,56

Ser Educacional (SEER3): 146,87% (de R$ 7,56 para R$ 18,67)
Compra de 132 papeis a R$7,56 e venda dos mesmos a R$18,67 = R$ 1.450,33


No final dessa brincadeira sem fazer nada o camarada “saiu” com R$ 22.957,52. Como se não bastasse ele ainda adicionou mais uma casa decimal no número acima e me mostrou o “milagre da multiplicação”. Afirmou que se tivesse vendido um carro e um lote e investido, hoje ele teria mais de R$100.000,00 para gastar como quisesse.


Por fim informou que pretende comprar algumas ações das empresas listadas acima, pois são boas e confiáveis (já que sobem muito e está na página da UOL). Alertei sobre o risco de comprar na alta e vender na baixa, e que pode ser que a cotação das empresas continue subindo, como também pode baixar. Tudo é incerto e é isso que mantém o barco navegando no mar da renda variável.





 Ps: Este é um site amador que trata de investimentos e não tem o condão de indicar qualquer investimento, tampouco o criador e o amigo tem certificação ou licença para atuar como consultor.