Sempre
me pego pensando como potencializar meus ganhos para encurtar minha jornada rumo a I.F. Parece
que vivo um loop infinito nesse sentido. As vezes ando pelo centro da cidade e
vejo os diversos comércios e fico pensando por que não abro um negócio daquele
em algum lugar.
Não
que eu não tenha foco e não queira me especializar em uma área de vendas
especifica, nada disso, eu apenas fico me imaginando como deve ser bom atuar
nesse ou naquele nicho e como o proprietário deve ganhar rios de dinheiro.
Claro
que a realidade não tem nada de tão glamoroso. Pode ser que boa parte dos
negócios que vejo passam por maus bocados. Sei disso e estou sentindo na pele o
início do ano e uma retraída geral no comércio varejista. É fácil passarmos em
frente a uma loja com sua fachada bonita e produtos bem distribuídos e imaginar
que o dono é um puta sortudo, ou simplesmente feliz pra caralho. Nada disso!
Pode ser que esse ser passa muito aperto e quem está de longe nem percebe.
A
pessoa tem que estar em dia com tudo, é o fisco, fornecedor, funcionário,
gastos extras e no final tentar tirar algo para ele e sua família. E podem
apostar tem meses que muitos comerciantes não tiram nada. E para isso é
importante a consciência difundida aqui na Finansfera. Não gosto de ser
generalista e assim prefiro nivelar as pessoas por cima, já que não as conheço.
O porquê digo isto? Pois muitos que não tem experiência com comércio pensam que
empresários não estão nem aí com nada e só querem saber de sonegar impostos e
maltratar seus funcionários. Não é bem assim. A maioria dos empresários que
conheço são pessoas honestas e não medem esforços para tirar dinheiro do seu próprio
patrimônio e injetar no negócio. As vezes até sem necessidade legal, mas moral.
Claro
que tem pessoas desonestas em todas as áreas. Mas essas normalmente não
perduram no mercado. Estava lendo, não sei onde exatamente que a maioria das
empresas pequenas quebram com menos de 2 anos de vida. Penso que é um dado
alarmante e posso constatar que realmente aguentar 24 meses é bem difícil.
Quando
você abre um negócio a tendência é ir de vento em polpa, pois é novidade e várias pessoas querem conhecer e acabam comprando algo, porém quando
não tem um nicho de necessidade básica como padaria, sacolão, mercadinho, as
pessoas acabam não indo com tanta frequência na sua loja e assim é preciso
sempre inovar.
Mas
inovar é um saco, para mim é um sacrifício na verdade. Pois quando montamos um
negócio e ele começa a dar resultados você meio que entra no piloto automático e
não fica muito focado em aumentar a clientela, pois o dinheiro entra de forma
natural. No entanto, quando ele começa a esvaecer é que vemos a necessidade de
correr atrás do prejuízo e não perder o cliente.
E tem
o cliente ainda. Esse ser que eu sou, você é e é chato para burro. Por isso
apesar de viajar na maionese olhando os comércios alheios e me imaginando dono,
tem alguns que pelo público alvo eu não teria coragem de empreender de forma
alguma, como por exemplo ser dono de Pet Shop de luxo. Imagino que os cliente
devam ser um saco, a grana de retorno tem que compensar para poder aturar as
madames.
Ultimamente
vivemos a era do “mimimi” então está muito comum ter chateações no pós venda
mesmo deixando tudo claro para o comprador, mas esse por não ter nada para
fazer cria caso atoa, só pelo prazer de querer discutir.
Então
se você é como eu que não para de querer ganhar dinheiro e quer ter todo tipo
de comércio sem analisar os prós e contras, pare e pense bem, antes de se
aventurar.

