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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Quem quer tudo, pode nada ter!




Sempre me pego pensando como potencializar meus ganhos para encurtar minha jornada rumo a I.F. Parece que vivo um loop infinito nesse sentido. As vezes ando pelo centro da cidade e vejo os diversos comércios e fico pensando por que não abro um negócio daquele em algum lugar.


Não que eu não tenha foco e não queira me especializar em uma área de vendas especifica, nada disso, eu apenas fico me imaginando como deve ser bom atuar nesse ou naquele nicho e como o proprietário deve ganhar rios de dinheiro.





Claro que a realidade não tem nada de tão glamoroso. Pode ser que boa parte dos negócios que vejo passam por maus bocados. Sei disso e estou sentindo na pele o início do ano e uma retraída geral no comércio varejista. É fácil passarmos em frente a uma loja com sua fachada bonita e produtos bem distribuídos e imaginar que o dono é um puta sortudo, ou simplesmente feliz pra caralho. Nada disso! Pode ser que esse ser passa muito aperto e quem está de longe nem percebe. 


A pessoa tem que estar em dia com tudo, é o fisco, fornecedor, funcionário, gastos extras e no final tentar tirar algo para ele e sua família. E podem apostar tem meses que muitos comerciantes não tiram nada. E para isso é importante a consciência difundida aqui na Finansfera. Não gosto de ser generalista e assim prefiro nivelar as pessoas por cima, já que não as conheço. O porquê digo isto? Pois muitos que não tem experiência com comércio pensam que empresários não estão nem aí com nada e só querem saber de sonegar impostos e maltratar seus funcionários. Não é bem assim. A maioria dos empresários que conheço são pessoas honestas e não medem esforços para tirar dinheiro do seu próprio patrimônio e injetar no negócio. As vezes até sem necessidade legal, mas moral.


Claro que tem pessoas desonestas em todas as áreas. Mas essas normalmente não perduram no mercado. Estava lendo, não sei onde exatamente que a maioria das empresas pequenas quebram com menos de 2 anos de vida. Penso que é um dado alarmante e posso constatar que realmente aguentar 24 meses é bem difícil. 


Quando você abre um negócio a tendência é ir de vento em polpa, pois é novidade e várias pessoas querem conhecer e acabam comprando algo, porém quando não tem um nicho de necessidade básica como padaria, sacolão, mercadinho, as pessoas acabam não indo com tanta frequência na sua loja e assim é preciso sempre inovar.


Mas inovar é um saco, para mim é um sacrifício na verdade. Pois quando montamos um negócio e ele começa a dar resultados você meio que entra no piloto automático e não fica muito focado em aumentar a clientela, pois o dinheiro entra de forma natural. No entanto, quando ele começa a esvaecer é que vemos a necessidade de correr atrás do prejuízo e não perder o cliente.


E tem o cliente ainda. Esse ser que eu sou, você é e é chato para burro. Por isso apesar de viajar na maionese olhando os comércios alheios e me imaginando dono, tem alguns que pelo público alvo eu não teria coragem de empreender de forma alguma, como por exemplo ser dono de Pet Shop de luxo. Imagino que os cliente devam ser um saco, a grana de retorno tem que compensar para poder aturar as madames.


Ultimamente vivemos a era do “mimimi” então está muito comum ter chateações no pós venda mesmo deixando tudo claro para o comprador, mas esse por não ter nada para fazer cria caso atoa, só pelo prazer de querer discutir.


Então se você é como eu que não para de querer ganhar dinheiro e quer ter todo tipo de comércio sem analisar os prós e contras, pare e pense bem, antes de se aventurar.



terça-feira, 9 de maio de 2017

Funcionário Público e Privado, tomem cuidado!




Muito bom dia para aqueles que me leem nessa ensolarada manhã de terça-feira. Hoje vou falar da importância do colchão de segurança para TODOS, isso mesmo em caixa alta TODOS os empregados do planeta. Parece coisa de filme de terror o que passou com um amigo que trabalha na mesma repartição pública que eu.


Vamos ao caso



Esse meu amigo é servidor efetivo estável e super disciplinado, não tem nenhuma falta em sua ficha funcional, muito pelo contrário, práticas todos os atos que lhe são incumbidos com muito zelo e perfeição. Para se ter uma ideia ele é motivo de disputa e feliz é o supervisor que o possui em sua equipe. Esse parceiro tem mais de uma década de serviço público e na semana passada ao abrir o diário oficial tomou um tombo da cadeira que não conseguiu sequer levantar – não estou aumentando, foi isso mesmo.


Ao ler os atos publicados ele percebeu o seu nome na lista dos EXONERADOS. Sabe o que isso significa RUA você está fora. Parecia piada, mas foi bem isso que ocorreu. Ele servidor dedicado foi mandado embora sem processo administrativo (PA) ou judicial. Ou seja, uma aberração, pois o servidor para perder o cargo público depende de inúmeros atos anteriores e todo o processo é bastante moroso e solene. Mas para esse amigo não foi. O que fizeram foi apenas publicar.


Nesse momento ao passar o pavor inicial, fomos analisar a situação, ele também é advogado e ficamos diante de um dano sem precedentes.





O que ocorreu



Algum servidor desatento incluiu o nome dele na lista de exoneração do Estado por engano. Ele simplesmente se ENGANOU e DEMITIU o cara. Puta merda, muita falta de profissionalismo e atenção de quem fez isso. Tentamos de todas as formas resolver a questão da forma administrativa, o que está acontecendo, porém a morosidade que teria que existir para exonerar o parceiro existe agora para reintegrá-lo ao serviço público. Diante do dano efetivo que ele está passando decidimos entrar com um mandado de segurança diante do “periculum in mora” (perigo na demora) e “fumus boni iuris” (fumaça do bom direito), para ele ser reintegrado mais rapidamente.


O desespero


Esse amigo está desesperado, pois só anda no vermelho e como todo mês espera ansiosamente para o salário cair na conta e pagar seus credores. Acontece que diante da situação há possibilidades de ele não receber nada e assim vai passar necessidades, mesmo sendo uma pessoa que ganha 6k por 10 anos.


Ai que eu falo que a pessoa tem que se programar para tudo nessa vida. Quem em sã consciência imaginaria que alguém seria exonerado do serviço por engano? O cara está muito triste e espero que sua reintegração ocorra o quanto antes.


Caso tivesse um colchão de segurança poderia facilmente esperar com mais calma e dessa forma o seu dano até aumentaria o que acarretaria uma possível ação contra o Estado de forma mais onerosa para esse.


Que sirva de lição para os amigos da área pública e privada, não pode dar bobeira pensando que tudo está garantido, pois o universo é inconstante e pobre de nós que somos de imaginar que estamos controlando alguma situação.