sábado, 6 de outubro de 2018
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Fechamento Setembro/18: R$ 110.353,00 ou + 3.381,00 ou 3,16 %
Olá amigo, passando para mais um fechamento de mês.
Mês fraco para a bolsa e para a RF. Ainda bem que
os empréstimos seguraram a onda.
Aporte
Aporte conforme o esperado 2k. Grana entrando pelo
aluguel de um Apartamento, então são mais R$600,00 no bolso todo mês. Espero
que seja constante e sem dor de cabeça.
Renda Passiva
Vou contabilizar na renda passiva os alugueis que
recebo, pois querendo ou não são oriundos de investimentos. Apesar de não
investi-los agora, vou deixar como histórico pessoal aqui.
Não vou investir o valor dos alugueis, pois tenho
pretensão de usar o dinheiro para comprar outros imóveis, assim ele será
canalizado com um fim específico.
Renda passiva Setembro: R$3.331,00
É
isso ai amigos não vou me estender hoje, procurarei fazer post ao longo do mês
sobre empreendedorismo.
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
As peripécias do meu amigo empreendedor Parte 2
Continuação.
Adiantei
um pouco a prosa da história do meu amigo e vou pedir a devida licença a todos que aqui acompanham para poder voltar ao trecho esquecido.
Enquanto
abri minha lan house, China estava fabricando produtos na cidade das fabricas
de produtos não revelados no momento. Com toda sua expertise foi tomando
conhecimento do negócio e ao invés de ser uma força apenas braçal do seu
empregador, acabou propondo a ele que iria sair nas cidades vizinhas e oferecer
seus produtos para lojista, ou seja, seria um promotor de vendas e ganharia
comissão, que não era pouca coisa já que os produtos tem um certo valor
agregado e quando há venda, essa ocorre em uma quantidade considerável.
Porém
China não foi tão esperto.
No
auge de 2007 estava na moda financiar veículos e nosso amigo não hesitou em
adquirir um super popular básico pé de cachorro por 60 prestações de quase um
salário mínimo na época.
Até ai
estava tudo bem, nada a reclamar, estava trabalhando, correndo atrás dos seus
objetivos, resumindo um verdadeiro mar de rosas.
Nesse
momento tem uma questão obscura que eu não posso relatar por verdadeira falta
de conhecimento, já que houve uma briga, desavença e há quem diz que até
pancadaria da amásia de China contra aquele pobre ser.
Certo
é que depois de inúmeros eventos e por que não até violentos, China acabou
separando da primeira amásia e seguiu seu caminho. Nesse momento acredito que
houve um desânimo emocional e como consequência sua falta de atenção com a vida financeira provocou a venda ou arrecadação do seu
possante pela instituição financeira, e Chinês foi morar de favor com um dos
seus irmãos.
Voltou
a labuta na fábrica insalubre, negra e com ruídos capazes de dar medo a
qualquer entusiasta do filme exorcista assistido sozinho em dia de sexta-feira à noite. Mas China não deixou a
peteca cair e por algum motivo que também não sei falar mudou-se para a cidade
que hoje trabalha.
Mas
calma. Espera ai amigo. Ele saiu de lá novamente, mas voltou e agora está. Que
coisa difícil de relatar, até falando eu me confundo imagina escrevendo!
Voltemos ao relato.
Chegando
nessa cidade China foi morar em um posto de Gasolina de favor e resolveu
empreender comprando poucas unidades do produto que antes fabricava e alguns eletrônicos
sem grande valor como rádios e brinquedos eletrônicos e com a permissão do
proprietário foi vender tudo no restaurante do posto.
Montou
uma banquinha caquética dependurada em alguns maus ajustados pés de madeira e
ali nasceu sua nova loja.
Vendia
tudo que seu dinheiro conseguia comprar e assim foi conquistando um pequeno e
frágil capital. Incrementou sua banca com mais uma tábua e agora com mais
glamour já que poderia cobri-la com um plástico estampado com sua logo marca “Banca
do Chinês”.
Dia
vai dia vem e chinês ia labutando em frente ao posto de gasolina mesmo com toda
a fuligem batendo em seu feio rosto rasgado pelas marcas da dolorosa vida e
sol, conheceu sua segunda amasia e dali em diante começaram a viver juntos.
Foi
então que a sorte virou para seu lado e por ocasião do destino o dono do
restaurante não quis mais tocar o negócio e ofereceu a chinês que não titubeou
e agarrou a oportunidade.
Chinês
relatou olhando nos meus olhos que quando pegou o empreendimento ficou com
bastante medo, pois nunca se atreveu a sequer sonhar em trabalhar no ramo da
alimentação, esclareceu também que não tinha muita coisa a perder e que já estava
acostumado com a vida sofrida e provavelmente ser dono de restaurante não seria
um martírio maior do que já estava.
A aposta
dele foi certeira e não é que ele como empreendedor nato levantou o negócio, a
clientela aumentou o faturamento também, chinês agora tinha 4 funcionários e a
amasia trabalhando com ele.
Nessa época
surgiu a oportunidade de comprar uma lanchonete no centro da cidade e então
ampliou seu negócio. Agora ele estava pleno, realizado e com o burro na sombra.
O problema
de chinês é que ele não guardou dinheiro e tudo que entrava gastava com uma
vida boa para sua família, todos consumiam tudo do bom e do melhor.
Porém com a crise a caminho Chinês sofreu um duro golpe!
E por
um azar do destino, o posto de gasolina foi fechado. Oras o que é um restaurante
de posto de gasolina de estrada sem combustível? Ele viu seu faturamento cair
sei lá uns 80%, ai a coisa apertou, as brigas em casa aumentaram, os
funcionários reclamaram e seu negócio foi indo a baixo.
A lanchonete
não estava lá grandes coisas, pois toda energia que ele tinha era investida no
restaurante e a todo custo ele queria reerguer o negócio. Assim foi obrigado a
fechar a lanchonete e vender seu carro.
Continuou
com o restaurante claudicante por mais alguns meses, porém sem perspectiva
também encerrou as atividades. Nessa época as brigas em casa eram constantes,
já que a vida que outrora tinham não era a mesma.
Quando
se deu conta ele já tinha vendido todos os móveis de sua casa e partido meio
brigado com sua amásia para o interior de outro estado morar de favor na casa
de parentes dela e trabalhar como peão na roça.
Aqui
foi o fundo do poço.
Continuará.....
Aguardem ele deu a volta por cima.
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
As peripécias do meu amigo empreendedor
Olá
vou contar um pouco a história de um amigo de infância que sempre foi
empreendedor e hoje está se reerguendo depois de chegar ao fundo do poço.
Nossa
história começa em 1992 no bairro em que cresci e fui criado, sem água
encanada, energia elétrica ou qualquer sistema de saneamento básico, contudo
esse bairro era o maior barato para molecada.
Assim
que mudei meu amigo que aqui vou tratar por um apelido fictício de “Chinês” foi
uma das primeiras pessoas que tive contato, se eu cheguei naquele bairro sem
estrutura imagina ele que já estava ali 3 anos antes de mim.
Todas
as famílias da nossa rua eram muito simples, já que ninguém que tivesse boa
situação financeira se sujeitaria a morar naquela situação.
Lembro-me
que tinha uma casa em um bairro próximo que de vez em quando os proprietários
colocavam a televisão na porta da residência para a molecada ver algum programa
e assim que nós assistíamos inúmeros episódios da turma do Chaves.
Um capítulo
em especial despertou nosso espirito empreendedor, foi o que Chaves vendia
churros.
No
outro dia pela manhã pedi para minha mãe fazer algo para eu vender também e foi
ai que ela teve a ideia de fazer “chup-chup” ou “geladinho” ou “sacolé”, porém
não tinha como gelar, pois não havia geladeira, dessa forma, havia somente o
liquido na temperatura ambiente dentro de um saquinho de plástico.
Chamei
Chinês e juntos saímos com nossa caixa de papelão – já que não precisava de ser
térmica – e para nossa surpresa vendemos tudo, mesmo sem saber ler ou fazer
conta, já que tínhamos 5 e 6 anos de idade. Mas acredito que ninguém teve
coragem de nos passar a perna.
Depois
disso abrimos uma mini mercearia sob caixas de papelão na nossa própria rua com
aproximadamente 10 unidades de bala, 1 chiclete e 2 pés de moleque. Algumas
pessoas por brincadeira compravam da gente e nós desesperadamente corríamos até
a venda mais próxima, algo em torno de 3,5km de distância e rapidamente repúnhamos
nosso estoque.
Porém
não conseguíamos evoluir nosso negócio e para falar a verdade levávamos muito a
sério já que nunca consumíamos nada.
Foi
então que um dia minha mãe nos deu uma consultoria gratuita e nos informou que precisaríamos
obter algo chamado lucro para conseguirmos mais dinheiro. No entanto,
encerramos a empreitada, já que não tínhamos idade suficiente para entender o
porquê uma pessoa iria querer pagar mais caro de nós já que a vendinha teria o
mesmo produto mais barato.
Já com
mais idade partimos para a área que hoje é muito difundida e incentivada a do meio
ambiente, assim começamos a catar latinhas na rua para vender em um ferro
velho, com o objetivo de angariarmos fundo para a criação do nosso time de
futebol, que necessitava de camisas, bola e quem sabe um dia chuteiras, isso
nós já tínhamos 9 a 10 anos de idade.
Após 5
dias catando materiais recicláveis conseguimos uma boa quantia para a época,
porém esse valor foi totalmente usado para pagar uma bola que pegamos
emprestado e acabou furando em uma cerca de arame farpado. Depois disso não
quisemos voltar com o negócio já que todo o material do bairro aquela época já
tinha sido coletado por nós, e não tínhamos permissão para ir tão longe.
O
tempo foi passando e cada um de nós foi tomando um rumo na vida, com 17 anos
abri minha primeira Lan House e Chinês se mudou para uma cidade que é
referência em produção de um determinado produto que é vendido em todo Brasil.
Lá ele se deu muito bem e abriu uma rota de distribuição do produto e faturava
alto, no entanto, um problema que teve com sua esposa o fez deixar tudo e
seguir em outra cidade a partir do zero.
Em
pouco mais de 2 anos trabalhando muito conseguiu abrir um restaurante e uma
lanchonete, conheceu outra mulher e com ela foi morar. Pouco tempo depois
descobriu que ela também estava o lesando e teve que desistir do negócio.
Depois
termino galera, agora vou fazer outras coisas aqui em casa por que retorno de
feriado é difícil.
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