quinta-feira, 20 de abril de 2017

Morreu por dinheiro



O mês de Abril veio pipocado de feriados e eu como não sou bobo estou aproveitando o máximo o tempo do ócio remunerado. Para se ter um ideia aqui na minha cidade só esse mês foram 3 sexta-feira seguidas sem contar a quinta-feira do dia 13-04. Para muitos conhecidos, principalmente a galera do trabalho que labuta de segunda a sexta é sempre um motivo para viajar e realizar eventos que duram mais de um dia. Acho interessante esse momento de descanso, porém é necessário ter prudência, pois é nessa que o dinheiro escorre entre os dedos sem vermos algum retorno real.






Claro que não vejo quem gasta com distração uma pessoa incauta, longe disso, acho até válido, o problema é que não consigo entender a linha de raciocínio de um indivíduo que quando recebe o salário do mês já diz que não sobrou nada e como há alguns feriados consegue aproveitar todos esbanjando em passeio, bebidas e viagens. Após muito analisar cheguei à conclusão que só tem uma explicação para isso que é o endividamento com o cartão de crédito.


Eu por exemplo aproveitei todos, fui a restaurantes, tomei açaí e muita cerveja com carne, claro que tudo divido entre amigos e Cia, e dentro do orçamento.


O que era para ser um sonho se transforma em pesadelo para alguns. No primeiro instante no impulso do consumo a pessoa tem liberado o hormônio do prazer como explica este especialista:


“Pedro de Camargo diz que a experiência de comprar algo desejado cria euforia e aumenta a liberação de dopamina no cérebro. Conhecida como o neurotransmissor "dê-me mais", a dopamina ativa o centro do prazer em certas partes do cérebro e nos faz ter vontade de repetir a experiência. É por isso que, às vezes, compramos demais”


Depois de passado essa euforia e o prazer em gastar sem possuir provisões suficientes para os meses que virão os endividados começam a procurar coisas ou situações para colocar a culpa e o que é muito comum é que esse mal estar comece em casa. 


Já vi algumas pesquisas que citavam que o principal motivo para os divórcios se deve a questões financeiras, e não são questões positivas não, hahaha, assim seria fácil não é mesmo? O que causa a separação e as diversas brigas é a falta de dinheiro.






Acima podemos ver o tamanho do desespero de quem não se programa para viver uma vida confortável. Não adianta nada a pessoa querer ter um padrão de vida super elevado ao custo de dívidas acumuladas, consórcios e financiamentos se não tem a certeza que conseguirá manter esse estilo pelo tempo que quiser.


Muitas são as mulheres (eu conheço casos) que se casam buscando tão somente o conforto e luxo nunca alcançados em seus lares pobres e humildes. Não julgo quem faz esta escolha, no entanto, quando a pessoa não consegue manter o padrão que fora acordado anteriormente no momento pré nupcial há um completo repudio imediato no que se refere a querer voltar ao “status quo”, ou seja, muitas diante da primeira dificuldade apresentada pelo cônjuge não suportam passar por um momento de privação e acabam piorando a situação de quem busca se restabelecer e nesse momento diante das dificuldades da vida, quem não tem controle emocional acaba realizando essas barbáries.


Não acho que sou bom o suficiente para dar conselho a pessoas sobre como proceder, mas sei o suficiente para alertar como não fazer algo errado. Graças a Deus não por experiência própria e sim por ser um bom observador da vida social. Fico feliz em saber que os amigos que aqui procuram evoluir comigo também compartilham dessa dádiva.



3 comentários:

  1. Este tipo de fato é muito comum, mas que vemos por aí na imprensa. Infelizmente. Bom feriado amigo!

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  2. É lawyer, infelizmente muitos cometem esse erro...

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