terça-feira, 23 de maio de 2017

Dez anos passam rápido ou devagar?




Estive hoje divagando sobre os acontecimentos da minha vida na última década, ou melhor, exatamente no ano de 2007. As perspectivas que tinha para aquela época eram totalmente diferentes das que eu possuo hoje.


Retrospecto


Lá estava eu jovem acadêmico de Direito em uma grande universidade interiorana cercado de pessoas novas e hábitos diferentes. Com minha pouca experiência de vida, já naquele tempo pensava em investimentos e negócios, tanto é que foi nesse período que tomei o primeiro grande golpe de R$10.000,00 na minha vida AQUI, acreditando que com essa cifra poderia viver de renda. Quanta ilusão e sonhos carregam um jovem nascido e crescido em um bairro de periferia em um país subdesenvolvido. Confesso que onde eu planejava estar e realmente aonde cheguei é um pouco diferente, contudo não posso reclamar. Muito pelo contrário, pois vários outros estão em situações piores. Talvez por incompetência própria, não sei! Mas sou realizado por ter o pouco que possuo.


Quando analiso meus investimentos e percebo que a tão esperada tranquilidade econômica, ou seja, o momento em que não dependerei tanto do meu trabalho e sim dos meus juros, estão nos próximos dez anos me vem um certo desconforto emocional. Contudo quando olho para traz percebo que este mesmo tempo esteve logo ali na esquina da rua de baixo, esse temor já se vai com mais facilidade é tudo uma questão de perspectiva.


Para o presente


Tento ao máximo não ficar viajando nesses pensamentos e me ater a viver o presente, pois somente este existe. Porém quando paro para pensar nem isso mesmo nos pertence. Vou explicar.


Um dia exatamente no ano de 2007 quando ia tranquilamente descendo a rua de casa em direção ao comércio que possuía, aproveitei o momento para filosofar sobre o tempo e cheguei à conclusão que o presente não existe.


Sabemos que há o passado, isto é, aquilo que vivenciamos e que podemos lembrar que aconteceu, no entanto, já foi e não existe mais.


Podemos ter a percepção que existirá o futuro, mesmo que isso não seja certeza, você sabe que o próximo minuto poderá nascer e assim por diante, como sempre vem acontecendo desde a vontade de Deus Pai.


Agora o presente eu acredito que não existe. Há sim um lapso temporal delimitado por nossa imaginação e para analisá-lo você usa o passado e o pré-futuro (assim que trato o presente).


Para ser mais claro, imaginemos que estamos descendo a rua – como fiz no dia em que cheguei a essa conclusão – cada passo que eu dou é em direção ao futuro e o anterior foi passado, pois o tempo é constante e não para, por isso não posso falar do presente já que não existe método para avaliar está estática. Isso é uma criação da nossa mente.




E hoje


E hoje me peguei pensando nessa teoria que realizei na década passada e ri muito ao saber que eu a aplico em vários momentos da minha vida, curtindo o que eu intitulei de pré-futuro. Interessante notar que mesmo ao passar do tempo o que queremos fixar na mente conseguimos com maestria e o que nos é imposto de forma ditatorial é jogado na lata do lixo.


Espero que eu viva muito bem o pré-futuro e que este seja somente um meio constante e prazeroso para a próxima década que virá.




9 comentários:

  1. Lawyer, seu exatamente como é.
    Também caí nas garras de um estelionatário, sendo ingênuo e confiando demais nas pessoas. Apesar do prejuízo, várias lições aprendidas:
    - nunca messa as outras pessoas por você mesmo (esperar que os outros tenham o mesmo carater que você é um erro imperdoável).
    - não confie em nada nem em ninguém (questione tudo).
    - nunca existiu e nunca existirá almoço grátis ( o que saiu de graça para uma pessoas alguma outra pessoa teve que pagar).
    - o brasileiro está sempre tentando "passar a rasteira" no seu próximo.
    - esta cultura de "Lei de Gerson" é maldita.
    - se algum dia for possível sair deste merda de Pais... Saia

    O que nos resta é perseverar sempre....

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  2. Poxa bacana o comentário e está totalmente em consonância com o meu. Hoje sou tido como cético em relação a tudo que envolve dinheiro e acho que é mais um elogio do que uma forma pejorativa.

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  3. Seu post me fez refletir sobre minha vida em 2007 e agora. A real é que eu não tinha perspectiva de porra nenhuma em 2007, e agora até que tô numa boa.

    Abraço!

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    1. Muita coisa acontece ne madruga. Planos e mudanças são constantes, parece que não temos rotina se for pensar bem.

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  4. Em 2007 eu amaldiçoava Diego Souza por aquele gol na semifinal da Libertadores...

    Mal sabia que ele faria merda ainda pior nas quartas da Libertadores, 5 anos depois...

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